No dia 28/11, a Escola Estadual José Ribeiro da Silva, em Baldim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, recebeu a I Feira de Ciências Intermunicipal da Escolas do Médio Alto e Médio Baixo Rio das Velhas. Com o tema “A relação das famílias ribeirinhas coma bacia do Rio São Francisco”, a iniciativa teve o objetivo de fortalecer a integração da escola com a comunidade, oferecendo aos estudantes uma plataforma para a criação, desenvolvimento e exposição de projetos científicos inovadores, além de incentivar práticas sustentáveis.
A Feira foi criada e coordenada pelo grupo responsável por um dos trabalhos de destaque da última edição da Obsma. Orientados pela professora mestranda e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Celeide Aparecida Pereira, as alunas Aline Gonçalves Pereira, Ana Clara Candeia Vitor, Thaila Jesus dos Santos, Eduarda Gonçalves Pereira, Yasmin Isabelle Candeia e Jennifer Stefane dos Santos Silvério conquistaram o prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã, na categoria audiovisual, com o trabalho “A necessidade de mais Terezas Batistas”, e agora atuam como multiplicadoras de conhecimento.
“A Obsma me ensinou o caminho. Agora, é seguir em frente. Serei sempre grata ao apoio de Stephanie dos Santos, assistente de Gestão da Olimpíada na Regional Sudeste II e de Fabiana de Oliveira Lara e Silva, coordenadora de interlocução com a sociedade do Instituto Rene Rachou. Sem elas, jamais teríamos conseguido chegar até aqui. Hoje, Baldim é reconhecida não só como a cidade do doce mais também como uma comunidade ribeirinha onde a popularização da ciência acontece na prática. Aqui, graças a Obsma a ciência é para todos”, destaca Celeide Aparecida.
Durante o evento, que contou com o apoio do CNPq, a equipe da Obsma apresentou o jogo Biomas em Ação, com foco em perguntas e desafios sobre o Cerrado, vegetação típica das comunidades próximas à escola anfitriã. Também foram realizadas atividades interativas com os alunos, destacando fauna, flora e aspectos culturais do bioma e exposição do mostruário de flebotomíneos e dos materiais educativos sobre leishmaniose e Doença de Chagas.
Além disso, os estudantes presentes puderam interagir com a lupa entomológica, que permite a observação das fases de ovo, larva, pupa e adulto. Na ocasião, o público participou ainda de diálogos sobre saúde, ambiente e a importância da educação científica na região.
“Esse evento foi uma experiência extremamente rica e inspiradora. Ver os alunos recebendo outras escolas e protagonizando estandes tão criativos mostrou a força da educação científica no território. A nossa participação reforçou o quanto atividades interativas despertam curiosidade e ampliam o aprendizado. A feira foi um espaço potente de troca, colaboração e valorização dos saberes locais e uma oportunidade para mais alunos e professores conhecerem a Olímpiada e verem que os projetos que montaram para a Feira já se configuram como material que pode ser inscrito na Obsma”, comentou Stephanie dos Santos.