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Obsma/Fiocruz gera frutos e novos projetos

Muito mais do que uma competição, a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma/Fiocruz) oferece aos jovens a chance de ingressar em um novo mundo de conhecimento e oportunidades. Foi o que aconteceu com um grupo de alunas da Escola Estadual José Ribeiro Silva, de Baldim (MG). Elas participaram da última edição da Olimpíada na categoria audiovisual e conquistaram o prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã. Em setembro, a professora e as alunas receberam a notícia de que terão o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para a realização da 1ª Feira Municipal de Ciências do Baixo e Médio Rio das Velhas. A iniciativa é fruto de um edital e terá coordenação da professora e das estudantes premiadas na Obsma. A feira está marcada para novembro e oferecerá quatro bolsas do CNPq para os trabalhos de maior destaque.

“Tudo começou com a Obsma. A Fiocruz Minas passou todas as informações para as meninas, que resolveram participar. É muito importante ver alunas de uma escola pública, motivadas por uma professora preta e que também veio da rede pública, chegar aonde elas chegaram. Para nós, professoras por vocação, encontrar jovens com essa sede de conhecimento é maravilhoso. Agora, elas são multiplicadoras”, destaca a professora Celeide Aparecida Pereira. As alunas são Aline Gonçalves Pereira, Ana Clara Candeia Vitor, Thaila Jesus dos Santos, Eduarda Gonçalves Pereira, Yasmin Isabelle Candeia e Jennifer Stefane dos Santos Silvério.

Com o projeto A necessidade de mais Terezas Batistas, orientado por Celeide, as estudantes alertaram sobre a importância da vacinação e questionaram o atual comportamento da população em relação à vacina. “Antes a vacinação não era um debate. Todos sabiam que era importante e se vacinavam. De uns anos para cá, por causa de uma série de fatores, começaram a questionar a eficácia e até a necessidade dos imunizantes”, explica Aline Gonçalves.

O prêmio foi entregue no encerramento da 12ª edição da Obsma, no Rio de Janeiro, quando a Olimpíada indicou os projetos selecionados em nível nacional. Aline e a professora Celeide estavam entre os alunos e professores convidados para a cerimônia e para conhecer a sede da Fiocruz. Depois, todas as integrantes do grupo foram contempladas pela Obsma com uma bolsa de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com auxílio financeiro mensal.

As inscrições para a 13ª Obsma/Fiocruz já estão abertas e assim abrem-se novas oportunidades para jovens de todo o país se tornarem agentes de transformação em suas comunidades. A iniciativa é voltada para estudantes e professores do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino técnico integrado, de escolas públicas e privadas. A Obsma é coordenada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz).

O grupo de Baldim (MG) conquistou o prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã.